Ana Paganini
Ana Paganini (Lisboa, 1995) começou a fotografar aos 8 anos, com o pai, que era fotógrafo documental. De 2014 a 2018 estudou Cinema Documental no London College of Communication na University of the Arts London, onde se especializou em direcção de fotografia.
Em 2019 começou a documentar festividades religiosas e procissões que o seu próprio pai tinha fotografado em Trás-os-Montes entre 1970 e 2000. Nos projectos documentais que desenvolve são investigados os temas da memória, em particular os temas da memória pessoal e colectiva e da identidade e tradições culturais. Ana Paganini divide o seu tempo entre a fotografia de cena de filmes, projectos autorais e documentais e a fotografia de eventos. Além disso, gere o arquivo fotográfico do pai.
As imagens de Ana Paganini atravessam ainda o fotojornalismo e a moda, com trabalhos em publicações como o ZEIT, British Journal of Photography, The New York Times, The Financial Times, Le Monde Diplomatique, Marie Claire France, The Nature Journal e Público e marcas como a Hermès, Fenwick e Soho House, entre outros.
Colabora habitualmente com instituições como a Fundação Aga Khan, a Fundação da Casa de Mateus, a Brotéria, o Palácio da Ajuda, a Fundação Nadir Afonso, o MAAT, a Fundação de Casas de Fronteira e Alorna, o Goethe-Institut e a Fundação Eça de Queiroz.
Em 2023 foi seleccionada para o Prémio Taylor Wessing Photo da National Portrait Gallery em Londres, onde ganhou o Prémio do Público. Em 2024 foi nomeada para o Prémio Leica Oskar Barnack, de fotografia de reportagem. Expõe regularmente, em individuais e colectivas, tendo apresentado o seu trabalho em Inglaterra, Portugal e na Alemanha.
A Prova do Tempo