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Luís Vasconcelos

©Luís Barra

Luís Vasconcelos nasceu em Peso da Régua, mas cresceu em Moçambique, onde frequentou a escola primária e o liceu. Foi durante o ensino secundário que se iniciou na fotografia e aprendeu as primeiras artes de laboratório. Ainda adolescente, começou a fotografar a cidade da Beira com uma câmara Rolleiflex emprestada. Mais tarde, em Lourenço Marques (Maputo), onde concluiu o curso liceal, voltou a integrar-se num grupo de entusiastas da fotografia.

Veio estudar Arquitectura para a Escola de Belas-Artes do Porto. Para não participar na guerra colonial, partiu para Bruxelas, e depois para Paris, onde criou uma casa editorial, a Germinal. Durante esses anos fotografou bastante, designadamente para o jornal O Salto, criado para os emigrantes portugueses em França.

Tendo tomado conhecimento da revolução em curso, no dia 29 de Abril de 1974 regressou a Portugal e um dos primeiros acontecimentos que fotografa são as comemorações do 1º de Maio. Decide encerrar a editora em Paris e estabelecer-se em Portugal.

Contratado por uma agência fotográfica, viaja ao serviço dela para a Guiné (onde se encontra aquando da declaração de independência pelo PAIGC) e posteriormente para Angola. Algum desse seu material é publicado no Século Ilustrado.

Ingressou depois no Jornal Novo, lançado por Artur Portela Filho, e mais tarde na agência ANOP, na Notícias de Portugal, e finalmente na agência LUSA, quando esta é criada, sendo enviado em serviço de reportagem para diversos locais do mundo, por vezes para zonas em conflito, e registando diversos acontecimentos históricos – como o triunfo de Carlos Lopes na maratona dos Jogos Olímpicos de Los Angeles em 1984. Em 1980 envolve-se no colectivo que criou o semanário Rock Week e começa a colaborar pontualmente com editoras discográficas, fixando para a posteridade diversos artistas nacionais.

Em 1985 integrou a equipa do MASP e a partir de 1986 tornou-se fotógrafo oficial do presidente Mário Soares. Em 1989 integrou o grupo de fundadores do jornal Público, como editor de fotografia. Dez anos depois, Cáceres Monteiro convidou-o a ocupar o mesmo cargo na revista Visão, onde ficou até se aposentar.

Lançou posteriormente o projecto Estação Imagem, cujo significativo legado de promoção e divulgação do fotojornalismo, construído ao longo de treze anos, pode ser consultado em www.estacao-imagem.com/pt.

Publicou recentemente Vinil (Tinta da China, 2024) e Mário Soares – Um Homem Inteiro (Tinta da China, 2025), livros em que, como escreveu Sérgio B. Gomes, se pode admirar a perspicácia de Luís Vasconcelos e o modo como as suas imagens ganham hoje «vibração, proximidade, emoção e grande sentido de oportunidade».

Foi agraciado por Mário Soares como comendador da Ordem do Infante Dom Henrique.

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