Paulo Alexandrino
Paulo Alexandrino nasce em Coimbra em 1965.
Frequentou o curso superior de fotografia da Cooperativa Árvore (Porto, 1984-87) e em 1988 entra para os quadros do Semanário. Muda-se para Lisboa em 1992. Depois de abandonar o jornal, em 1998, inicia a sua actividade como fotógrafo independente, que prossegue até hoje. Colaborou desde então com numerosos media nacionais, com centenas de capas, retratos e reportagens executados por encomenda nas mais variadas latitudes físicas e de espírito.
Paralelamente, desenvolve também um trabalho pessoal, que tem intensificado em anos recentes, estando presente em várias colecções privadas e institucionais.
Este trabalho reflecte uma personagem de gostos eclécticos a muitos níveis. O olhar decorrente desta característica inelutável é, naturalmente, de uma grande variedade de interesses e reflecte-se numa produção variada, que tem a pretensão de beber de uma vasta rede de mestres e influências. De Robert Capa a Ralph Gibson, de André Kertész a Helmut Newton, de Jorge Molder a Eduardo Gageiro, o autor poderia elencar dezenas de nomes cujas obras se situam por vezes nos antípodas mas que o fascinam por igual.
É autor associado do Atelier Pop Up e membro da Associação CC11. Acredita que o fotojornalismo e a fotografia lato sensu têm um futuro que vai sobreviver à revolução tecnológica em curso.
Ouviu uma vez da boca de Gérard Castello-Lopes que é importante ser um bom Salieri, e viver em paz com o talento alheio, tendo-se apropriado desta tirada como um mantra pessoal.