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Paulo Canilhas

Paulo Canilhas frequentou o Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual, onde realizou o Curso Avançado de Artes Plásticas, após um percurso inicial marcado pela orientação do escultor António Júlio. Co-fundou o Núcleo de Artes Plásticas do Laranjeiro (NAP), estrutura que funcionou como espaço de experimentação e apresentação regular de trabalho. Realizou, posteriormente, uma residência artística no atelier de António Júlio, em Almada, onde aprofundou a relação entre pintura e escultura. Em 2014, trabalhou numa galeria de arte em Lisboa, como assistente de curadoria, desenvolvendo uma proximidade ao circuito expositivo e ao contexto do mercado de arte.

Apresenta regularmente o seu trabalho desde o final da década de 1980, com um percurso expositivo consistente em Portugal e no estrangeiro. Destacam-se as exposições individuais “Fragmentos e conexões inesperadas”, no MU.SA – Museu das Artes de Sintra (2024), “[palavra]”, na Galeria do Solar dos Zagallos (2023), e “The persistent illusion of time”, na Red Sheep Gallery, em Estocolmo (2022). Em 2025 desenvolveu o ciclo expositivo “Monsanto – a fábula de um bosque”, apresentado em diferentes espaços institucionais, incluindo o Auditório Augusto Cabrita, o Museu da Música Mecânica e o Centro de Exposições de Odivelas (2025).

Participou igualmente em exposições colectivas em contextos institucionais e de galeria, como a Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa (2023), a Bienal de Arte do Alentejo – BIALE (2023), o Museu Berardo – Estremoz (2024), ZET gallery, em Braga, e exposições internacionais em Nova Iorque, na Mazlish Gallery e no The Invisible Dog Art Center.

Desenvolve a sua prática artística a partir de uma observação crítica da relação entre o indivíduo e a sociedade, explorando tensões entre identidade, ambição, limite e resistência. Trabalha predominantemente em séries, entendendo cada conjunto como uma unidade narrativa construída por acumulação, repetição e variação. A sua abordagem atravessa diferentes meios, incluindo pintura, desenho, instalação e registo visual, privilegiando a relação entre matéria, gesto e processo.

O seu trabalho procura ultrapassar o registo autobiográfico, criando estruturas abertas à interpretação do observador. Interessa-lhe a fricção entre linguagens e a construção de um território instável onde a prática artística se afirma como espaço de questionamento. Num contexto marcado pela aceleração e pela saturação de estímulos, interroga a possibilidade de diferenciação e a relevância do gesto artístico contemporâneo.

Está representado em coleções privadas e institucionais, em Portugal e no estrangeiro.

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